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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Graduada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagoga e Neurociência Pedagógica, com Especialização em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e em Psicoterapia Infantil, além de Terapeuta Floral, estou sempre estudando e trabalhando para chegar mais perto do ideal na relação com crianças que apresentem qualquer dificuldade de aprendizagem ou de comportamento ou que sejam portadoras de síndromes ou transtornos. Trabalho com focos diferentes, pelo mesmo ideal, auxiliando e orientando professores e familiares para vermos crianças e adolescentes mais felizes! Vamos juntos nessa caminhada.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Alegre-se, Ore, Cante... Aline Barros


Ressuscita-me

Aline Barros

Mestre, eu preciso de um milagre
Transforma minha vida meu estado
Faz tempo que eu não vejo a luz do dia
Estão tentando sepultar minha alegria
Tentando ver meus sonhos cancelados
Lázaro ouviu a Sua voz
Quando aquela pedra removeu
Depois de quatro dias ele reviveu
Mestre, não há outro que possa fazer
Aquilo que só o Teu nome tem todo poder
Eu preciso tanto de um milagre

Remove a minha pedra
Me chama pelo nome
Muda a minha história
Ressuscita os meus sonhos
Transforma a minha vida
Me faz um milagre
Me toca nessa hora
Me chama para fora
Ressuscita-me

Mestre, eu preciso de um milagre
Transforma minha vida meu estado
Faz tempo que eu não vejo a luz do dia
Estão tentando sepultar minha alegria
Tentando ver meus sonhos cancelados
Lázaro ouviu a Sua voz
Quando aquela pedra removeu
Depois de quatro dias ele reviveu
Mestre, não há outro que possa fazer
Aquilo que só o Teu nome tem todo poder
Eu preciso tanto de um milagre

Tu És a própria vida
A força que há em mim
Tu És o filho de Deus
Que me ergue pra vencer
Senhor de tudo em mim
Já ouço a Tua voz
Me chamando pra viver
Uma história de poder

As Mães

Desde que surge o imenso desejo da maternidade, seja biológico ou não, nasce também o sonho de ter um filho lindo, perfeito e que no futuro será um grande homem.
Isso também serve para as meninas, que no futuro, serão grandes mulheres...

E esse desejo vai crescendo e se fortalecendo a cada dia.

Mães torcem muito pelos filhos, mães se apaixonam e até se anulam por eles. A maioria das mães...

Mães esquecem que falar NÃO é necessário e fundamental para direcionar aquele filho.

Muitas mães preferem presentear, ao conversar e tentar "acertar os ponteiros".

Filhos são, muitas vezes, frutos de grande ansiedade das mães. Elas querem o melhor, sempre (maioria das mães)! Elas querem tanto que seus filhos sejam felizes, que, sem querer atrapalham o caminhar de seus filhos... complicado!?

A ansiedade das mães acaba entristecendo seus próprios filhos...

Os filhos precisam falar, precisam gritar, precisam ser ouvidos, precisam se sentir amados e respeitados.

Amar não é presentear, nem é apenas concordar...

As mães precisam ouvir, precisam abraçar mais seus filhos e encorajá-los.

As mães precisam mais, acreditar nos seus filhos e permitir que eles provem que estão seguros e experimentando seus próprios erros e até, acertando muitas vezes.

Muitas mães sufocam e asfixiam seus filhos... e no final tudo acaba mal, sendo muito difícil o reencontro daquele abraço fraterno da infância...

Mães deveriam se preocupar mais com o bem estar do filho, com aquilo que ele sente, respeitando-o, quando o mesmo está gritando e indicando o caminho, mas a mãe ainda vai muito pelo o que os outros dizem... E acaba afastando de si, seu grande amigo - seu filho! E os outros? Os outros não fazem parte dessa história de amor!

Mães e filhos deveriam ter mais tempo para se escutarem e se admirarem, se respeitarem e se abraçarem no final.

Quando foi a última vez que você abraçou e foi abraçada pelo seu filho?

Rejane Cristina Schäffer Gallo em 10/09/2012.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O ERRO COMO POSSIBILIDADE DE ACERTO 

É impressionante como o “não” e o erro têm peso em nossas vidas. 
Na grande maioria dos casos de fracasso, o erro está acompanhado de medo, tendo denotação tão negativa intrínseca e extrinsecamente que faz o indivíduo paralisar diante das dificuldades, ainda que pequenas. 
O que dizer, então, do erro em sala de aula? 
São muitos fatores que englobam situações de erro. 
Conforme os meses vão se passando, os alunos vão acumulando informações, erros e acertos, notas boas e menos boas, além das horríveis. Fatores psicológicos e físicos envolvem os alunos durante o ano letivo. Muitos, não sabem lidar com mudanças do próprio corpo, pensamentos, desejos e sentimentos. Muitos almejam um boletim excelente para agradar a família e ficar bem entre os colegas e professores. Outros nem entendem porque têm que tirar notas muito boas, como são cobrados pelos pais, muitas vezes. Alguns questionam a média imposta pela escola. O fato é que o erro está presente em nossas vidas. 

E por que ainda não aprendemos a lidar com isso? E é sobre esse erro que vamos falar agora. Você se lembra de algum grande erro cometido ao longo desses anos, da sua vida? Será que não houve algum ponto positivo, alguma aprendizagem a partir desse erro? Fazendo uma analogia de nossos erros com a escola, na sala de aula, ficará mais fácil entender como o erro é importante para a aprendizagem ser concluída. 

Especialistas dizem que a aprendizagem tem suas fases, mas por que não acrescentarmos a elas, o ERRO? 

A Psicopedagia ensina aos alunos, pais e mestres a importância do não saber e a permissão de errar, pois é justamente a partir do erro que se pode ter a noção clara do que se sabe e do que não se sabe e precisa saber, a fim de alcançar o sucesso escolar e até o profissional. 

Recordo nesse momento de um caso interessante, onde um jovem de dezesseis anos, tendo passado por várias escolas e algumas repetências, chegou a aprendizagem através de um erro, durante a sessão psicopedagógica. No atendimento foi apresentado a ele duas formas geométricas em diferentes cores e tamanhos. Foi pedido a ele para separar em grupos e informar qual estratégia foi usada para se chegar a essa divisão. Diante dessa situação, com sorrisinho tímido, o jovem fala: “vou fazer o que vier a minha cabeça!” e foi separando aleatoriamente até fazer dois sanduiches - palavras ditas por ele. Percebe-se que ao invés de separar as peças em grupos, como lhe fora solicitado, ele misturou as peças sem critério algum. Os minutos foram se passando e a psicopedagoga fora mostrando a ele que é permitido errar sim; foi conduzindo o jovem a entender que diante dele haviam peças diferentes e, juntos, como parceiros, foram construindo novas maneiras de separar as peças em cores, tamanhos e formas. Já no final da sessão, foi sugerido a ele que, sozinho, fizesse aquilo que teria sido pedido no início: separar as peças em grupos e dizer os critérios usados para isso. Ainda pouco inseguro, mas com vontade e motivado a acertar, a partir da permissão do erro e da parceria apresentada, o jovem tentou mais uma vez. 

Percebeu onde estava sua dificuldade e questionou, buscando esclarecimento para dar continuidade ao processo de aprendizagem, até que dúvida solucionada, problema resolvido – ele conseguiu! O prazer em conquistar, em acertar, vem claramente a partir de um erro. 

Nem sempre fazemos escolhas certas e coerentes; nós erramos também e isso é normal e positivo. Mas, por que valorizamos tanto um erro? Por que nos importamos tanto com notas baixas? Por que o erro vale tanto ou mais que o acerto? Por que assistimos crianças e jovens tristes e tímidos diante do erro? Por que alguns professores sentem prazer em pegar uma caneta de tinta vermelha para riscar uma prova e dar nota baixa? O que será dessas crianças, no futuro, porque “não podem errar” hoje? São questões que intrigam muitos psicopedagogos, pois quando alunos, pais e mestres entenderem que é permitido errar e que se aprende muito com o erro, tudo se tornará mais fácil e mais feliz, principalmente na vida escolar familiar. Pois se cria, imediatamente, novas saídas do problema, construindo aprendizagem a partir do erro.